Papa: Todo batizado é chamado a testemunhar, com palavras e vida, que Jesus ressuscitou

Ontem, 19, O Papa Francisco rezou no Vaticano a oração do Regina Coeli, desta vez, a oração foi marcada pela expressão de tristeza do Sumo Pontífice ao mencionar as vítimas do naufrágio ocorrido no Mar Mediterrâneo na noite do dia 18.

Antes de iniciar a oração com os fiéis, que estavam reunidos na Praça de São Pedro, o Santo Padre apelou novamente à comunidade internacional para que “atue com decisão e prontidão”, referindo-se em relação a tragédia em que cerca de 700 pessoas desapareceram quando o barco em que viajavam rumo à Itália virou. O apelo de Francisco é para que isto não se repita; e recordou aos fiéis que os imigrantes mortos “eram homens e mulheres como nós, irmãos que buscam uma vida melhor; famintos, perseguidos, feridos, explorados, vítimas de guerras, pessoas que almejavam a felicidade”. Com isso, convidou os presentes a rezar por aqueles que desapareceram nas águas do Canal da Sicília. “Expresso minha profunda dor por uma tragédia como esta e asseguro aos desaparecidos e às suas famílias que me recordarei de rezar por eles”, disse o Papa, entristecido.

De acordo com os primeiros boletins da Guarda Costeira, apenas 28 pessoas tinham sido resgatadas até o início da manhã. Segundo relatos dos sobreviventes, o barco virou quando os passageiros tentaram chamar a atenção de um navio mercante português para serem resgatados.

Dando continuidade a oração, o Papa lembrou que na liturgia do dia, a palavra “testemunha” aparece duas vezes. A primeira, pela boca de Pedro, com a cura do paralítico na porta do templo de Jerusalém: “Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas.” (At 3,15); e a segunda, quando Jesus ressuscitou diante dos discípulos: “Vós sereis testemunhas de tudo isso” (Lc 24,48).

Francisco explicou que Jesus se apresentou assim “para que a sua ressurreição chegasse a todos, mediante o seu testemunho”. E ainda acrescentou “Todo batizado é chamado a testemunhar, com palavras e vida, que Jesus ressuscitou, que está vivo e presente em meio de nós; todos nós devemos dar testemunho de que Ele ressuscitou”.

Continuando sua reflexão, Francisco explicou que o que descreve a identidade e a missão da testemunha é “ver, recordar e contar”. “O conteúdo do testemunho cristão não é uma teoria, nem uma ideologia ou um complicado sistema de preceitos e proibições, mas uma mensagem de salvação, um evento concreto, isto é: é uma Pessoa: é Cristo ressuscitado, vivo e único Salvador de todos”, ensinou.

Por Centro Vocacional, com Rádio Vaticana




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