Oito anos em Dom Jairo

Dom Jairo faleceu na Casa de Retiro São Francisco, em Salvador, em uma sexta-feira (12/01) por volta das 04 horas.

O Velório realizou-se na Catedral Diocesana de Senhor do Bonfim, e o sepultamento aconteceu na própria Catedral, na manhã do dia (13).

Dados Biográficos

Nasceu aos 03 de julho de 1929, filho de Dário Borges da Silva e Eutália Matos da Silva, na cidade de Castro Alves (BA). Fez os estudos iniciais em sua terra natal. Em 1942 ingressou no Seminário Menor de São Vicente de Paulo (em Itaparica) pela Arquidiocese de São Salvador que era dirigido pelo arcebispo primaz D. Augusto Álvaro da Silva, mais tarde elevado a cardeal. Dois anos depois foi transferido para Salvador (Seminário São José), onde continuou os estudos eclesiásticos.

Teve como formadores os padres lazaristas. Terminou os estudos filosóficos e teológicos, em 08/12/1954. e foi ordenado sacerdote na Igreja matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Castro Alves (BA). O bispo que o ordenou foi dom Florêncio Sizinio Vieira (de Amargosa).

Foi nomeado Vigário paroquial de Santo Antonio de Jesus (em 29/12/1954). Após a morte do pe. Antonio Oliveira, titular, foi nomeado pároco. Em 11/01/1963 foi transferido para Jequié (paróquia Santo Antonio de Pádua). Ali permaneceu durante 11 anos, até sua nomeação como bispo da diocese de Bonfim (aos 16 de janeiro de 1974), pelo papa Paulo VI.

Foi ordenado bispo no dia 05 de maio na praça da Igreja Matriz de Jequié. Chegou à cidade de Sr. do Bonfim no dia 02 de junho de 1974, tomando posse com 5º bispo da diocese. No dia 08/12/2004 celebrou o 50º aniversário de ordenação sacerdotal e 30º aniversário de ordenação episcopal com um grande número de fiéis, presbíteros, religiosos e religiosas, bispos, amigos e amigas de seminário (ainda vivos). Durante esses anos de magistério episcopal à frente da diocese de Bonfim, podemos destacar alguns de seus trabalhos. Restaurou um prédio dos Vicentinos, onde funciona desde 1975 um Artesanato que já preparou até hoje mais de 500 (quinhentas) pessoas pobres.

Reformou o atual Ginásio Diocesano, adaptando-o, também, para formação de agentes da pastoral. Criou o boletim mensal intitulado “Ressurreição e Vida” cujo 1º número saiu no mesmo mês de sua chegada. Apoiou a fundação do sindicato dos trabalhadores rurais e a Associação das Lavadeiras de Senhor do Bonfim. Adquiriu e recuperou algumas casas, salões paroquiais, igrejas e capelas. Construiu uma nova cúria, tendo ao lado um salão – Auditório e um conjunto de salas para as diversas comissões de trabalho pastoral.

Introduziu a prática das Assembléias diocesanas para avaliação e planejamento das atividades apostólicas e dividiu a diocese em 5 Zonais a fim de que as paróquias mais próximas pudessem se encontrar para revisão e planejamento dos trabalhos de evangelização. Aceitou e incentivou o projeto “Igreja Irmãs” entre as diocese de Santa Catarina e as da Bahia. Fundou a Obra Kolping cuja finalidade é formar a juventude pelo trabalho, pela religião e pela recreação. Promoveu a “Missão da terra” para irmanar e esclarecer os camponeses no seu esforço e na sua conquista por um mundo mais justo.

CNBB




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