Repórter da Band é acusada de racismo

Mirella Cunha ridiculariza preso durante entrevista.

Uma entrevista exibida no dia 10 de maio no programa "Brasil Urgente" da Band Bahia, está sendo um dos assuntos mais comentados nas redes sociais e vem causando a revolta de internautas que acusam a repórter Mirella Cunha de ser preconceituosa, machista, racista e elitista.

No vídeo, a repórter entrevista um jovem negro, preso por acusação de assalto e estupro. Apesar de assumir o assalto, o rapaz afirma que não houve estupro, mas é acusado pela jornalista de desejat ter cometido o crime. “Não estuprou, mas queria estuprar”, afirmou Mirella durante entrevista.

O rapaz ainda se colocou à disposição da polícia para provar sua inocência e chegou a dizer que realizaria um exame de "próstata", em vez de corpo de delito. Ao pronunciar a palavra "próstata" de forma incorreta, a repórter ri da situação e pede por diversas vezes que ele repita a palavra.

Mirella ainda questiona ironicamente se o acusado gostava e se já teria feito o tal exame. "Você gosta? Já fez? Você sabe aonde fica a próstata?", questiona ao entrevistado.

Internautas têm questionado a postura do jornalismo da emissora e protestado contra programas sensacionalistas na TV.

No twitter, o assunto foi parar nos trend topics com a hashtag #sensacionalismoforadoar, e a repórter está sendo considerada "racista", "homofóbica", "elitista", "preconceituosa", "medíocre", entre outras coisas.

Em nota, a Band afirmou que vai "tomar todas as medidas disciplinares necessárias. A postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora".

Confira ao vídeo:

Vìdeo disponível no You Tube.



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